Carta de quem ama.
Voltei pra minha velha cidade, procurando o que deixei pra trás. Onde me deixei perder e me curvar como o trigo ao vento. Vi nossa velha escola, com a fachada ainda rachada e a tinta descascada, me fazendo lembrar da marca que fizemos na parede naquele dia em que prometemos nunca mais nos separar. A marca com nossos nomes ainda estavam lá, intacto, riscado com a faca que eu sempre carregava.
Minha velha casa com o branco desbotado. Fechada desde o dia que resolvi ir embora. O cheiro do assoalho ainda era o mesmo de quando vivíamos nessa casa, cedro seco que misturava com seu cheiro e me fazia desejar passar o resto da minha vida dentro daquela casa com você. A caixa de correio ainda estava quebrada. Correspondência de muito tempo atrás me fez lembrar a sua preocupação com o futuro que eu sempre me recusava a pensar.
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